segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pai Henrique explica sacrifício de animais em ritos religiosos

O sacrifício de animais foi muito discutido nos últimos dias, por causa de um projeto de lei que deu entrada na Assembleia Legislativa e que prevê a proibição do sacrifício de animais em rituais religiosos no Estado de São Paulo. O projeto nº 992/2011 foi apresentado na Assembleia Legislativa no dia 11 de outubro. A proposta, de autoria do deputado Feliciano Filho (PV), vem causando polêmica entre praticantes de religiões de origem africana e defensores dos animais.
Pai Henrique, do Templo de Umbanda, afirma que, se a lei for aprovada, matará todas as religiões que usam o sacrifício em seus rituais. Ele explica que a prática tem toda uma simbologia para a Umbanda, porque é uma oferenda de vida aos Orixás. Segundo ele, como o sangue é vida, a oferta não pode ser feita com um animal morto.
JC - Em qual situação é feito o sacrifício de animais na Umbanda?
Pai Henrique - A Umbanda se caracteriza pela incorporação de entidades mantenedoras da vida em seus pontos de força. Esses que nos mantêm vivos. Por isso, fico à mercê da manifestação dessas entidades para que me outorguem a tal ato como utilização dessa bela energia, pois tudo que existe é belo, e tudo que é útil é maravilhoso e divino.
JC - Quem pode fazer o ritual?
Pai Henrique - Só aquele que respeita o sim e o não, o mais e o menos, o bonito e o feio, os prós e os contras, o branco e o preto, a noite e o dia e, por fim, a dor e o amor desse ato pode utilizá-lo na Umbanda. Lembremos que um mistério não pode ser compreendido quanto ao que vemos, mas sim pela necessidade e o sentir, pois mistério é mistério, se não seria oculto.
JC - Como é feita a escolha do animal a ser sacrificado?
Pai Henrique - Cada animal tem uma origem em matéria de idealização por Deus em um ponto de força. E esse tem todo o direito quanto a ele, de acordo com a entidade, daquele ponto ela determina, lembrando que na Umbanda essa energia não é habitual.
JC - Como você vê o projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa que proíbe o sacrifício de animais em rituais religiosos? Isso prejudica as religiões de matriz africana?
Pai Henrique - Quero primeiramente deixar bem claro que falo sobre Umbanda e respeito todo e qualquer ato de fé, pois a fé é algo que nos completa, dando um estado de preenchimento, além de nos dar um padrão que, se bem seguido, nos limita, para que não nos tornemos desumanos. Um ato de fé não pode ser prejulgado por ninguém, pois naquele momento o ser acredita estar com Deus e em seu ponto mais seguro. Se tirarmos isso, parecerá que o indivíduo cultua a obra do maligno, então ele se entenderá dessa forma ou lutará sem limite pelo Deus em que acredita. Em um país como o nosso, pluralista em matéria de religião, que não tem uma guerra interna enquanto 70% das guerras mundiais são de ordem religiosa, dependendo da decisão tomada, com certeza estaremos andando para trás. Na Umbanda, o uso do sangue não é corriqueiro, porém ela respeita aquele que com fundamento utiliza. Fundamentos esses passados de geração a geração, boca a boca, alma a alma.
JC - Sinta-se à vontade para fazer outros esclarecimentos a respeito da Umbanda e seus rituais.
Pai Henrique - Talvez com simples palavras não consiga explicar a grandeza da Umbanda. Umbanda é tudo que existe, até mesmo outras ordens religiosas, por ser a “caçula” tende a copiar as mais velhas, principalmente as que seguem uma tradição de culto à natureza. Ela tem cem anos aproximadamente, está ainda se formalizando e com um potencial magnífico, pois no momento todas as mais velhas estão nela. Mas o que realmente a identifica é a incorporação de espíritos mantenedores dos elementos que nos mantêm vivos. Por exemplo, um Caboclo do Sol, imagine um ser que mantém toda a ideia de por que o sol existiu, existirá e sempre vai existir. Esse é seu ponto de força. Quanto ele teria a nos educar. Umbanda é a ciência do interior das coisas, do amor, que aquilo se deu seja animado ou inanimado. E, como ainda não tem e talvez nunca terá uma literatura oficial que a identifique, existem os aproveitadores dessa fragilidade.
Fonte: Jornal Cidade - Rio Claro
Notsa: Ressalto a necessidade de reler o texto "A natureza do homem e do divino" de Alain Danielou.

O bruxo jauense

Rodrigo Cavalcanti Rodriguez é um dos seguidores da 'magia' enigmática, tida como religião neopagã.
Reportagem: Amanda Rocha
O imaginário coletivo está impregnado de preconceito e medo quando o assunto é bruxaria. Modernamente, ela é conhecida como Wicca. Esqueça as histórias de bruxa má, que tocam o terror.
Pelo contrário, esta "magia" enigmática tida também como religião neopagã, filosófica e esotérica prega um retorno às raízes, ou melhor, à natureza. De ordem medieval, foi nas aldeias que começou a ser praticada, sempre em comunhão com os elementos: água, terra, ar, fogo e espírito.
Aliás, o pentagrama, um dos símbolos da Wicca, carrega este significado elementar. Mas foi precisamente na Inglaterra no século 20, por meio de Gerald Gardner que a bruxaria ganhou adeptos e se popularizou nos anos 60 entre os hippies como uma crença alternativa e libertária: estava na moda.
Como nunca foi uma “religião das massas”, mas sim de indivíduos, a Wicca é ramificada e tem diferentes cultos e adorações politeístas(vários deuses e deusas) e panteístas (culto a natureza).
Você já imaginou uma família de bruxos? E elas existem. Uma delas está bem aqui, em Jaú. Lendas, mitos e heranças desta magia sempre fizeram parte da vida de Rodrigo Cavalcanti Rodriguez, 23, historiador da arte e desenhista projetista. Ele veio, digamos, de uma linhagem de bruxos. "Sou bruxo natural, convivo com paganismo desde pequeno, é uma tradição na família", diz.
Sempre curioso e atento as histórias de sua bisavó Eleanora, primas e tios, não poderia ficar indiferente: aos 13 anos iniciou os estudos com afinco. Para isso são necessários 366 dias de autodedicação aos estudos da Wicca, pois só assim o futuro bruxo conhece e busca o conhecimento que procura. “Não é religião, é filosofia e você pode seguir o caminho que quiser”, enfatiza. Uma das relíquias da família é o diploma em bruxaria de sua bisavó, datado de 1919, cuidadosamente zelado e herdado por ele.
Questionado sobre encontros e cultos, Rodrigo disse que é difícil encontrar “covens”(grupo de bruxos) ou pagãos pela cidade, pois, na maioria das vezes, a prática é individual. “Presamos a liberdade; não sigo a um deus ou hierarquia, nos reunimos (a família) quando queremos, não é obrigação”, diz, emendando também que não é necessário abrir um círculo mágico para tais encontros.
Para ele, o que vale é a observação íntima com a natureza, estar em harmonia com essas forças e ser uno com o planeta, porque a Terra é uma “coisa viva e pensante”. “A magia verdadeira não é branca nem negra, pois a natureza é ambas, cinza e dualista”, conclui.
Fonte: Rede Bom Dia
Nota da casa:
Apenas alguns dados relevantes no tocante à religião Wicca:
1) Ela contém elementos de bruxaria, mas não pode ser definida como a "religião das bruxas".
2) Suas raízes são crenças e práticas ligados ao folclore e magia popular da Idade Média, mas seu desenvolvimento foi lanlado ao mundo por George Gardner em 1954.
3) Não existe praticante de Wicca auto-iniciado e os estudos se iniciam quando o neófito tem (no mínimo) 21 anos.
4) Para ser da religião Wicca é necessário ter uma tradição, um coven, um alto/a sacerdote/tisa, adorar a um Deus e uma Deusa, reunir-se nos oito sabás e nos treze esbás.
O que o entrevistado pratica é mais uma forma de "bruxaria moderna" genérica, popularizada e comercializada.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Reunião de Bruxas

Convite!

PARTICIPE CONOSCO NESTE DIA ESPECIAL, QUE NÃO SERÁ APENAS O LANÇAMENTO DE UM LIVRO, MAS SERÁ TAMBÉM UMA REUNIÃO DE BRUXAS!
VOCÊ PODE VIR Á CARATER, EU ESTAREI...HEHEHE, MINHAS AMIGAS TAMBÉM...HEHEHE, E SERÁ UMA NOITE INESQUECÍVEL!
EU VOU ESTAR TE ESPERANDO ÁS 19HS NA LIVRARIA NOBEL DO SHOPPING TATUAPÉ, EM SP.
AHHHH...RSRSRS, VOCÊ NEM TEM NADA DE TÃO IMPORTANTE ASSIM PARA FAZER NA SEGUNDA FEIRA DO DIA 31 DE OUTUBRO, NÃO É MESMO? ENTÃO LEVE SEUS AMIGOS!!!!
VAMOS AUTOGRAFAR SEUS LIVROS, NOS CONHECER PESSOALMENTE, QUEIMAR SEUS DESEJOS SECRETOS NO GRANDE CALDEIRÃO DAS BRUXAS E NOS DIVERTIR. VOCÊ TAMBÉM IRÁ LEVAR PARA CASA UMA LEMBRANCINHA ESPECIAL MINHA.
ESTAREI TE ESPERANDO, VIU? VÊ SE APARECE, POIS EU NÃO POSSO LEVAR TODO
AQUELE CARREGAMENTO DE VINHO DE VOLTA PARA CASA...HAHAHAHA
PS: É VINHO ENCANTADO DAS BRUXAS!
UM GRANDE BEIJO,
VAN...
Quibado do blog: Vanessa de Oliveira
Notícia do Meia Hora Online:
Lançando livro sobre religião, Vanessa de Oliveira conta que achava que ia pro inferno e que rezava enquanto fazia sexo com clientes
A escritora internacional e ex-garota de programa Vanessa de Oliveira lança seu quinto livro, Reunião de Bruxas - O Livre Arbítrio é Sagrado, que aborda religião e traz detalhes curiosos da sua vida sexual, como já ter transado com padres e pastores.
Vanessa afirma que sempre foi religiosa. "As pessoas pensam que alguém ligado ao sexo está alienado do mundo espiritual. Garotas de programa acreditam em Deus também. Neste livro, eu faço uma reflexão sobre Deus. Todos têm uma missão, mas depende de você. Deus não julga e não determinou que eu fosse garota de programa. Foi escolha minha", diz a escritora.
Achava que ia para o inferno
Durante seus cinco anos na prostituição, Vanessa teve como clientes padres e pastores. "Fiz vários programas com alguns padres e pastores, nem por isso eles eram pessoas ruins. Muitos líderes religiosos não têm conduta exemplar. Eles sentem o chamado de Deus e fazem os votos. Mas não têm experiência sexual e necessitam de sexo. Lá dentro da igreja, eles veem que o celibatário é uma bobagem. O mais importante é o trabalho na igreja, não se eles fazem sexo. Muitos acabam contratando garotas de programa", conta ela, que sofreu crises existenciais e achava que iria para o inferno. "No primeiro ano de trabalho, eu me julgava e achava que ia para o inferno por fazer programas. Todas as vezes que procurei a igreja, a porta estava fechada, porque passava das 18h. O que me trouxe alívio foi o livro de espiritismo de Allan Kardec", lembra.
‘Rezava transando com os clientes'
Vanessa de Oliveira não se considera pecadora porque foi garota de programa. "Não sou pecadora por isso. Tenho outros pecados. Toda mulher que gosta de sexo reza. Quantas vezes eu rezava para mim transando com os meus clientes. Eu rezava Pai-Nosso e Ave-Maria ou contava 1, 2... Ou contava quanto de dinheiro tinha conseguido naquele dia e o que eu iria comer quando eu saísse dali. Era só o meu corpo que estava ali", conta ela, que teve um cliente dentista que gostava de se vestir de padre e outro, médico, que fingia ser ele a freira e ela o padre.
O livro narra o encontro de cinco bruxas através dos séculos com a missão de revelar as leis universais da magia. O lançamento será no próximo dia 31, Dia das Bruxas, em Sampa.
Autora: Valéria Souza
Bruxos e bruxas, compareçam!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Boa notícia aos inconformados

ATENÇÃO: A todos os infratores de regras, inadaptados e problemáticos, a todos os espíritos livres e pioneiros, a todos os visionários e inconformados:
Tudo o que o sistema disse que está errado com você, é na verdade o que está certo com você. Você vê coisas que os outros não vêem, e está equipado para mudar o mundo. Ao contrário de 9 entre 10 pessoas, a sua mente não é reprimível, e isso ameaça a autoridade. Você nasceu para ser revolucionário. Não suporta as regras porque no seu coração sabe que há um caminho melhor. Você possui forças perigosas para o sistema e ele quer eliminá-las, portanto disseram a você durante toda a sua vida que as suas forças são fraquezas.
Agora eu digo o contrário. A sua impulsividade é um dom. Impulsos são a sua chave para o miraculoso, A sua distração é um produto da sua inspirada criatividade. As suas alterações de humor refletem o impulso natural da vida, e dão a você energia incontrolável quando você está em alta, e profunda introspecção da alma quando está em baixa.
Você foi diagnosticado como um “distúrbio”? Esta é a última forma de a sociedade negar a doença dela, apontando o dedo para você. A sua personalidade de dependência é apenas um sintoma do sub aproveitamento da sua grande capacidade heróica, de expressão criativa e de conexão espiritual. A sua ausência absoluta de repressão, o seu idealismo visionário, a sua mente aberta sem atenuação...nunca ninguém disse a você? Essas são as características partilhadas pelos maiores...pioneiros e visionários, inovadores, revolucionários, procrastinadores, rainhas do drama, ativistas sociais, cadetes espaciais, rebeldes, filósofos, desamparados, empresários-pilotos de caça, astros de futebol, viciados em sexo, celebridades com déficit de atenção, alcoólicos buscando novidades, os primeiros a responder, profetas e santos, místicos e agentes de mudanças...Nós somos TODOS o mesmo, você sabe, porque somos todos afetados pelo Caminho. Nós somos TODOS o mesmo, você sabe, porque somos atraídos para a chama.
No seu coração você sabe que exista uma ordem natural, algo mais soberano que qualquer regra ou lei feita pelo homem pode alguma vez expressar. Essa ordem natural é chamada “O Caminho”. O Caminho é o substrato eterno do Cosmos. Orienta a própria corrente do tempo e espaço. Ele é conhecido por alguns como a Vontade de Deus. a Providência Divina, o Espírito Santo, a Ordem Implícita, o Tao, Entropia Reversa, Força da Vida...mas por agora vamos apenas chamar de “O Caminho” O Caminho se reflete em você como a fonte de inspiração, a fonte de inspiração da sua sabedoria, do seu entusiasmo, da sua intuição, do seu fogo espiritual, Amor...
O Caminho elimina o caos do Universo, sopra-o com vida, refletindo a ordem divina. O Caminho, quando experimentado pela mente é genial, quando percebido pelos olhos é belo, quando sentido pelos sentidos é a Graça, quando aceito no coração...é AMOR.
Muitas pessoas não conseguem sentir o Caminho diretamente, mas existem “Os Que Vêem o Caminho”. Os guardiões da chama, “Os Que Vêem o Caminho” tem um dom inexplicável para simplesmente conhecerem o caminho. Eles o sentem em seu próprio ser. Não podem dizer a você o porquê ou como chegaram à resposta certa. Eles apenas o sabem em seu íntimo. Eles não podem mostrar como funciona. Portanto não pergunte. As suas mentes simplesmente estão em ressonância com o Caminho. Quando o Caminho está presente, eles também estão.
Enquanto que outros estão cegos para isto, e a sociedade implora a você que ignore, o Caminho agita você por dentro. A repressão neurológica bloqueia a consciência do Caminho na maioria das pessoas. Censurando todos os pensamentos e impulsos do inconsciente está o córtex frontal deles: a Gestapo do cérebro. “Nada que viole a programação social consegue vencer, mas a sua mente é diferente. A sua mente foi completamente decodificada pelo Caminho, por qualquer traço genético milagroso, por qualquer psicotrópico, ou talvez apenas pela vontade da sua própria alma, as vias de recompensa do seu cérebro foram seqüestradas. Foi usada dopamina para derrubar a ditadura fascista do seu córtex pré-frontal, e agora o seu cérebro está livre de repressão, a sua mente está livre de censura, a sua consciência está exposta aos mares turbulentos do inconsciente. Através dessa porta aberta a luz divina brilha na sua consciência mostrando a você o Caminho. Isto é o que faz de você um Visionário do Caminho.
90% da civilização humana é formada por “aqueles que tem o cérebro bloqueado para o caminho”. Os cérebros deles estão preparados para fazer cumprir a programação social doutrinada desde o nascimento. Ao contrário de você, eles não conseguem sair dessa programação, porque ainda não experimentaram a necessária revolução da mente. Essas pessoas levam muito a sério as instituições sociais e regras. A sociedade está cheia de jogos programados para manter as mentes das pessoas ocupadas para que não se revoltem. Esses jogos causam, muitas vezes, fixações doentias em protocolos peculiares, estruturas de poder, tabus e dominação, todas as formas sutis de escravidão humana. Essa forma distinta de loucura não é apenas tolerada pelas massas, mas também é alimentada. Os que estão programados acreditam tão rigorosamente em regras, que estão dispostos a destruir quem as viole. “Os Que Vêem o Caminho” são aqueles que os desafiam. Uma vez que a mente dos “Que Vêem o Caminho” é livre para rejeitar as programações sociais, eles vêem imediatamente as instituições como aquilo que são: jogos imaginários. “Os Que Vêem o Caminho” confortam os perturbados e perturbam os confortáveis. Ajudar àqueles que estão perdidos nesses jogos e se recusar a ajudar a si próprios é a vocação de muitos “Que Vêem o Caminho”.
Uma vez que “Os Que Vêem o Caminho” são os que mantém contato com a fonte original da realidade, são capazes de perturbar as convenções sociais e até mesmo os governos para realinhar a Humanidade com o caminho. “Os Que Vêem o Caminho” são uma linhagem antiga, uma espécie de sacerdócio, portadores da chama, “operários do conhecimento”. Deve sempre existir “Os Que Vêem o Caminho” para reformar as engrenagens vertiginosas e psicóticas da sociedade, rodas gigantes de hamsters irracionais obscurecendo o céu azul puro, mantendo a Humanidade algemada numa cela escura. Então “Os Que Vêem o Caminho” são chamados para lançar luz sobre a loucura da sociedade , para continuar a ressuscitar o transcendente e atemporal Espírito da Verdade. “Os Que Vêem o Caminho” revelam esta verdade divina, por se dedicarem ao nascimento de qualquer ato criativo ou perturbador, expressos através da arte ou filosofia, inovações que abalam a indústria, revoluções por democracia, golpes que derrubam a hipocrisia, movimentos de solidariedade, mudanças que deixam legado, rebeliões contra a política, tecnologia inspirada pelo espírito, momentos de clareza, coisas que desafiam as barbaridades, rios de sinceridade, grandes impulsos de caridade. Nós somos TODOS o mesmo, você sabe, porque somos todos afetados pelo Caminho. Nós somos TODOS o mesmo, você sabe,porque somos atraídos para a chama; Esta é a sua chamada, você “Que vê o Caminho”. Você encontrou a sua tribo.
Transcrição do vídeo de Garret John LoPorto, feito por minha amada Qelimath.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Asatru abre templo público

Volkshof Kindred, uma organização pagã norte-americana sita na área das Twin Cities, adquiriu recentemente um edifício (ver imagem acima), localizado num subúrbio a norte de Minneapolis, para usar como «Hof», isto é, templo da religião pagã germânica. O grupo diz tratar-se aqui do primeiro templo pagão público propriedade de um grupo dos EUA.
Até agora, o colectivo costumava reunir-se em casa de um dos seus membros; doravante, os rituais, encontros e outras actividades sociais poderão ser realizadas num templo propriamente dito.
A aquisição do templo foi alcançada por meio de uma recolha de fundos iniciada há vários anos.
Originalmente, pretendiam situar o «Hof» numa área rural, mas depressa perceberam que desse modo o local tornar-se-ia de difícil acesso para muitos dos cultuantes.
Incluirá uma área verde ao ar livre para a realização de rituais ao longo do ano, e também para santuários dedicados aos espíritos da terra, além de um espaço para crianças.
No edifício haverá espaço para uma biblioteca pagã, uma colecção de arte pagã e de objectos antigos.
O primeiro ritual está previsto para Dezembro - o Yule de «2011».
Um dos responsáveis do grupo, diz: «Somos os nosso actos. Costuma dizer-se isto e os meus familiares vivem esta frase toos os dias. Estamos a passar esta responsabilidade para as nossas crianças. Estamos a usufruir a nossa aliança à medida que trazemos à luz a Fé dos nossos ancestrais, as vidas dos nossos Deuses e Deusas, a presença e necessidade dos Espíritos e da Sorte que o sucesso pode trazer ao Povo. Um templo pagão a ser erigido neste continente, eventualmente o primeiro templo público, estrutura não lucrativa, é um feito substancial e esperemos que gere interesse nas vias do nosso Povo e permita que as vidas das nossas Deusas e Deuses Se façam sentir nos lares de uma comunidade pagã maior e mais forte.»
Fonte: Gladius

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Yes, nós temos milagres

Jacarta, 14 out (EFE).- A estátua de uma deusa hindu em uma escola da ilha indonésia de Bali, se transformou nesta sexta-feira em local de peregrinação de fiéis e curiosos depois que vários alunos garantiram ter visto a obra chorar durante o terremoto de 6 graus na escala Richter que na quinta-feira atingiu a região.
Ao menos 50 pessoas ficaram feridas por causa do terremoto. Prédios e templos sofreram danos por cauda do abalo.
'Estamos pensando em levar especialistas em fenômenos paranormais para buscar uma explicação sobre as lágrimas da deusa Sarasvati', declarou o diretor do colégio, Sukarsana, segundo o jornal indonésio 'Okezone'.
O diretor acrescentou que eles mesmos examinaram a estátua sem encontrar uma explicação. Dewa, um dos estudantes, garantiu que 'a estátua parecia uma pessoa chorando'.
Sarasvati é uma das três principais deusas do hinduísmo, junto com Durga e Laksmi, e como manda a tradição, é ora apontada como esposa, ora como filha de Brahma, o deus criador do universo. EFE
Fonte: G1 Mundo

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sejamos pagãos!

Definição
Muitos crêem que viver de forma pagã consiste em dar liberdade aos seus instintos, desfazer-se de toda a ideia de pecado ou exame de consciência, comer bem, beber bem e copular melhor, ou melhor dito, um paganismo de “boulevard” no qual se alude aos actos antigos do culto a Dionísio – bacanais, embriaguez – sem advertir que aquela era a época de decadência do império grego, como também a orgiástica oriental que já foge à norma.
O paganismo é todo o contrário e põe entre o homem e o universo uma relação fundamentalmente religiosa. O paganismo é uma fé que repousa sobre a ideia do sagrado, e sagrado quer dizer respeito incondicional por alguma coisa. O paganismo não é o retorno ao passado, à origem pura, pois o antiquado cai por si mesmo; trata-se de voltar a unir a história com o hoje, unir-nos ao eterno, fazê-lo refluir, voltar à escola do mythos e da vida (Hölderlin).
O paganismo está em conformidade com as leis gerais do que é vivo.
Concepção Pagã
São pagãos todos os que dizem “sim à vida”, por isso Deus é a palavra que expressa o grande sim a todas as coisas (F. Nietzsche, o Anticristo, p.102).
Não se pode discutir que o homem é um animal, um ser físico, porém há dentro dele uma parte metafísica.
No paganismo o mundo, não sendo outro que Deus, é também perfeito e vice-versa, Deus é também imperfeito tal como é o mundo; ademais disso há uma importante visão da criação, para o pagão ao começo foi a Acção (Goethe), enquanto que em outras religiões ao começo foi o Verbo.
Não há necessidade de acreditar em Júpiter ou em Wotan para ser pagão, não há que erigir altares a Apolo ou ressuscitar o culto a Thor; implica buscar por trás da religião a maquinaria mental onde se produz o universo interior que reflecte a forma de conceber o mundo que denota considerar o seguinte:
Deuses: Centros de Valores
Crenças: Sistemas de Valores
Os Deuses e as crenças passam, porém, os valores permanecem.
Valores
Pode-se citar uma lista enorme que justifica o papel decisivo dessa fé dentro dos grandes impérios que existiram na antiguidade, entre eles:
- Ética fundamentada sobre a Honra.
- Atitude heróica diante de inconvenientes da existência.
- Exaltação e sacralização do mundo.
- A Beleza.
- O Corpo.
- A Força e a Saúde.
- Recusa dos paraísos e infernos.
- Inseparabilidade entre estética e moral.
O paganismo não poderia separar o bom do belo e isto é bastante normal, posto que o bom é acima de tudo o conjunto de formas mais excelentes deste mundo. Para os gregos a arte era a forma mais elevada sob a qual o povo representava os Deuses.
O valor de um povo ou de um homem mede-se por seu poder de colocar sobre sua experiência o selo da eternidade (Nietzsche).
Quando Paulo entra em Atenas para tratar de retirar ao povo as suas convicções ancestrais, descreve a cidade como cheia de ídolos (Actos 17), no meio desses ídolos há estátuas de divindades (17-29), porém também de filósofos, epicuristas e estóicos. O que não impede Paulo de declarar: “Atenienses, em todos os conceitos, vós sois os mais religiosos dos homens.”
Paganismo – Religião
O paganismo tem familiaridade com as religiões indo-europeias antigas (história, teologia, simbolismo, mitos, etc.). Não se trata de acumular conhecimentos das diferentes províncias da Europa pré-cristã, trata-se de identificar estas crenças, suas projecções e transposições aos valores que nos concernem enquanto herdeiros de uma cultura.
A religiosidade cósmica “pagã” está vinculada à ideia de que a vida não nunca morre, que se renova sem cessar, que a história pode regenerar-se a si mesma, que há uma eterna solidariedade dialéctica entre a vida e a morte, entre o começo e o fim, entre o homem e os Deuses, daí os sacrifícios oferecidos pelos pagãos.
A religião é indissociável do costume pagão.
A religião pagã regula situações de interesse colectivo, dedica especial atenção à pessoa tendo em conta as suas raízes, logo, no paganismo a pessoa é inseparável de sua raça e de sua família.
Politeísmo vs. Monoteísmo
O politeísmo é a visão política do “mais além”, já que nele se recorre ao pluralismo, procurando a verdadeira identidade do homem com a natureza. Há continuidade entre os seres mais humildes da natureza e os Deuses mais elevados; isto não implica igualdade, ao contrário, formam-se grupos separados e hierarquizados.
No monoteísmo todos os homens são iguais na medida em que foram criados por um único deus e não por vários.
Para o monoteísta é fundamental o perdão das ofensas e o apelo da face esquerda que se estende depois de ter sido golpeada a direita.
O politeísta apela ao “adversário fraterno”, e ambos criam o “duelo”, no qual a guerra religiosa e a luta de classes fica excluída. Prova: David mata Golias à traição.
Para o monoteísta não crer no seu deus é servir o diabo, é o ápice da blasfémia.
Para o politeísta não existe definição objectiva do mal.
No monoteísmo Deus é o único criador e criou os homens.
No politeísmo o homem cria os seus Deuses à sua imagem, dos quais oferece uma representação sublimada. Os homens superando-se a si mesmos.
O deus cristão afirma “meu reino não é deste mundo” (João 18 – 36).
O pagão acredita que um Deus que não pertence a este mundo não é um Deus, já que Deus é o elemento único e distinto deste mundo.
No monoteísmo tem-se a ideia de um deus déspota, ciumento, soberbo, o qual se considera perfeito.
O judaico-cristianismo é uma religião sem mitos.
O odinismo, o celtismo, o hinduísmo, entre outras religiões, são ricas em mitos e são os mitos que reflectem o mundo e o sacralizam.
No politeísmo os Deuses combatem com os homens e também entre eles – a Ilíada. Zeus e Odin são soberanos, não déspotas. Cria-se também a figura do herói, que é um intermediário entre os dois níveis, quer dizer, um semideus.
Os Deuses são homens imortais e os homens são Deuses mortais. Nossa vida é a sua morte e a nossa morte é a sua vida.
Para os cristãos o mundo é “um vale de lágrimas”; para os judeus entre deus e a criação há um vazio.
Para os pagãos a consciência humana pertence ao mundo, pelo que não se encontra dissociada da substância de Deus.
Para o cristão não há curiosidade por nada após ter encontrado a Jesus Cristo.
O pagão não põe limites na sua espiritualidade.
Em resumo, o mártir monoteísta é o extremo oposto do herói pagão. O monoteísta não pode ser orgulhoso, deve ser humilde e rogar por um espaço no céu, enquanto que o pagão é orgulhoso e irrompe no mais além reclamando o seu pedaço de “céu”.
A ideia de que um ser humano possa converter-se após a morte em alguém semelhante a um Deus era corrente na antiguidade e assim demonstram-no grande número de inscrições sobre pedras sepulcrais das épocas helenística e romana. O paganismo de hoje propõe ao homem, no curso de sua vida, a superação sobre si mesmo e participar assim da substância divina. O homem, se foi criado, deverá ultrapassar seu criador da maneira que os filhos ultrapassam seus pais.
Caim foi um homem da revolução neolítica, agricultor enraizado à terra que Jeová amaldiçoou por causa de Adão. Como seu pai Adão, Caim faz prova de orgulho e é por essa razão que é condenado. A morte de Abel não é senão a recusa de Caim em humilhar-se e arrepender-se. Caim foi pois homem civilizador por excelência; dizer-se filho de Caim é dizer-se homem de cultura e civilização.
O paganismo não pode menos que reagir contra o tema cristão da depravação do homem pelo pecado original. Pelo contrário, o homem pode conferir um sentido à sua vida, que não tem que ser lavado de um pecado original hereditário pela mediação de um redentor. O homem, segundo o pensamento pagão, deve assim conhecer a possibilidade de uma união consubstancial com o divino.
Não se trata pois de pôr o homem no lugar de Deus. O homem não é Deus. O homem não deve ambicionar converter-se em Deus, senão, imitando os Deuses, tornar-se como os Deuses.
A intolerância dos povos semíticos é a consequência necessária de seu monoteísmo. Os povos indo-europeus, antes de sua conversão às ideias semíticas, não haviam tomado jamais sua religião como a verdade absoluta, senão como uma espécie de herança de família ou de casta, estranha ao proselitismo.
O paganismo, ao contrário do monoteísmo, é tolerante por natureza e sempre induz à comparação. Enquanto que na época antiga a luta do monoteísmo contra a idolatria autoriza o assassinato (Deut. 13, 7-10).
Conclusão
Na medida em que tudo que é grande e forte era concebido como sobre-humano, como estranho ao homem, o homem reduzia-se e repartia entre duas esferas seus aspectos: um detestável e débil, outro forte e surpreendente. À primeira esfera chama-se homem, e à segunda chama-se Deus (Nietzsche).
Sejamos livres!
Sejamos selvagens!
Sejamos pagãos!
Alain de Benoist (traduzido para português em Legio Victrix e com ligeiras adaptações minhas)
Notas: A idéia de uma origem indo-européia destaca que a tal "estirpe" é uma mistura, uma miscigenação. Sem nos esquecermos que aqui os povos indo-europeus encontraram povos aborígenes e com eles misturaram-se. Sem nos esquecermos que muito de nossas origens provém da Anatólia, região situada na Ásia Menor. Sem nos esquecermos que parte do Mediterrâneo e da Hispânia foi colonizada pelos Fenícios do Oriente Médio.

A quem devemos agradecer?

Frequentemente encontro textos de blogs católicos aplaudindo efuzivamente a Igreja Católica por esta ter "reconstruido a civilização ocidental". Nada mais equivocado, históricamente.
Toda a sabedoria, a cultura, a tecnologia, a justiça e senso de moral da "civilização ocidental" tem suas raízes nos povos romanos e gregos, paganíssimos.
Sem falar da influência do Império Bizantino [ortodoxo, não católico] e do Império Otomano [muçulmano].
Não podemos nos esquecer que foram os reis bárbaros [pagãos!] que ajudaram na reconstrução da civilização ocidental.
O que os católicos, protestantes e cristãos em geral se esquecem [convenientemente] é que o Deus de Abraão diz claramente que é Deus de Israel, portanto, não é o nosso, tampouco de toda a humanidade.
Nós somos criticados por nos apegarmos ao tempo das fogueiras. Os cristãos se apegam ao tempo dos leões.
Os cristãos criticam os rituais antigos, sem mérito nem moral, afinal, os catolicos/protestantes/cristãos comem a carne e bebem o sangue do Deus deles, em suas celebrações. Sem falar nos sacrifícios humanos feitos em nome desse Deus nas inúmeras guerras durante a Idade Média, patrocinada intelectual ou militarmente pela Igreja. Sem falar nos inúmeros inocentes sacrificados em nome desse Deus nas Cruzadas, na Inquisição e no genocídio de diversos povos levado a termo na colonização abençoada pela Igreja.
O culto ao imperador foi um ato politico, assim como é um ato politico a endeusação de um Papa.
Eu sou neopagão e estou muito mais feliz, em paz e me divertindo mais do que quando era cristão. Cristãos não se divertem. fica dificil divertir-se tendo que obedecer uma instituição medieval e um livro de regras originalmente composto para um povo que vivia na Idade do Bronze. Cristãos, sigam seu Deus importado, forjado, alienígena e estrangeiro. Eu passo essa.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Curandeiros no Peru são caçados

Lima, 3 out (Prensa Latina) O Ministério de Cultura de Peru assumiu a defesa dos curandeiros amazônicos, ante a onda de assassinatos de que têm sido vítimas nos últimos meses, e que envolveriam a autoridades menores.
Segundo esse organismo, em este ano têm sido assassinados 14 xamães da etnia Shawi, na região da floresta nororiental de Loreto, aparentemente por acusações de bruxaria pela morte de um paciente.
O crime mais recente aconteceu nos começos de setembro último, quando, ao sair de sua casa de madrugada, o xamã Silverio Yume Imuna foi assassinado frente a sua esposa.
Esse fato sucedeu na comunidade de Balsapuerto da província de Alto Amazonas, Loreto, e com Yume somaram 14 os curandeiros eliminados violentamente na zona.
A cifra inclui ao primeiro da lista, Mario Apuela Inuma, xamã desaparecido que, segundo o Ministério Público, que pesquisa os crimes, foi assassinado e seu cadáver arrojado a um rio, no 14 de fevereiro último.
No primeiro crime são considerados possíveis autores o prefeito da zona, Alfredo Torres Rucoba, e seu irmão Augusto Torres, conhecidos por sua rejeição a Apuela, mas negam ter a ver com o assunto.
Ao fixar sua posição em torno da série de assassinatos, o Ministério de Cultura assinalou que se trata de "um duplo crime, contra os curandeiros e contra a sabedoria dos povos amazônicos".
A fonte precisou que o curandeirismo andino-amazônico constitui um dos maiores saberes sobre a natureza e o homem desde a visão da cultura indígena.
Anota que dessa cultura prove quase todo o conhecimento das plantas andino-amazônicas que a medicina ocidental aproveita; e demanda pesquisar, esclarecer e sancionar os crimes.
A onda de assassinatos de curandeiros amazônicos acrescenta a expectativa em torno do Primeiro Encontro Internacional de Curandeirismo que se realizará no complexo arqueológico O Bruxo, na região A Liberdade no norte, do 31 de outubro ao 3 de novembro próximos.
O encontro, segundo os organizadores, servirá para a discussão, reflexão e revalorizacão de saberes e tem o objetivo de conservar e revalorizar os conhecimentos da medicina tradicional.
Participarão curandeiros de Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, México, Peru e Itália, que, ademais, ditarão seminários especializados.
Nota : Enquanto isso, na Terra em Transe, fazemos caminhadas ao lado dos que apoiam tal matança.

sábado, 8 de outubro de 2011

Bruxaria e História

Outro bom livro e escrito em português é de autoria de Carlos Roberto Figueiredo Nogueira.
Ao estudante, eu insto a ler tudo sobre a Arte, mesmo que seja de livros cristãos, o conhecimento tem formas e vem de fontes inauditas. Este livro é um exemplo disto. Editado pela EDUSC, se ignorarmos o viés cristão e a generalização psicoanalítica, o livro tem dados históricos e antropológicos fundamentais ao estudante do Ofício.
Eu citarei algumas partes interessantes.
Na antiguidade, a magia se ajustava a uma determinada concepção de mundo, onde os homens, os deuses, os planetas, os elementos, os animais, as plantas, se associavam, por intermédio de relações especiais e muito concretas, constituindo um universo simpático. Dentro deste mundo, a magia, se relaciona com a idéia de força particular atribuída a determinadas pessoas que inclusive podiam atuar sobre os deuses e patrocinadas por algumas divindades.[pg 19-20]
[...]a natureza e a moral, a divindade e o homem não constituíam entidades separadas, pos nos sistemas religiosos da antiguidade clássica os deuses estavam submetidos a leis físicas e morais do mundo dos homens, atuando neles e sofrendo a sua atuação.[pg 22]
A magia se aparta, radicalmente das pequenas  práticas mágicas individuais, tornando-se um aprendizado e uma ciência de difícil acesso e rígidos princípios éticos, aos quais o vulgo não poderia ter acesso.[pg 34]
Os mestres das "artes antigas", renovadas pelo renascimento, encontram-se mergulhados no seio de um universo povoado de espíritos, de demônios, de seres que são agentes, os instrumentos da casualidade, manejando as forças naturais e produzindo o encadeamento de um fenômeno aos outros, em uma mesma realidade, una e múltipla, material e espiritual.
Assume então a magia, junto ao imaginário, uma nova roupagem; cristaliza-se como uma atividade antiga, herdada de épocas remotíssimas e por vias secretas[...][pg 35]
O termo feitiçaria traz consigo a idéia de "algo feito", para alguns autores estando relacionado ao latim fatum=destino. Sua origem européia parece estar ligada à magia amatória ou erótica, desenvolvida na Grécia, ou melhor dizendo, às operações mágicas vinculadas aos desejos e paixões amorosas, com o auxílio da observação e de técnicas comuns e correntes às práticas amorosas.[pg 42]
Pode-se dizer que a feitiçaria é um fenômeno social arquetípico - oriundos de antigos sistemas agrícolas de tendência matriarcal, onde a mulher, além de responsável pelo cultivo da terra, serviu também de sacerdotisa de cultos ctônicos e lunares.
Prática rural de tempos remotos,a feitiçaria muda-se para a cidade durante o período clássico da antiguidade, para ali estabelecer um ofício, [...] para sofrer uma redução de suas atividades [...], só retmando sua plenitude com a reurbanização da Europa[...][pg 48]
O termo bruxaria aparece pela primeira vez no ano de 589, diz respeito às campinas e é fundamentalmente no meio rural que permanecerá localizado[...][pg 57]
A irrupção da bruxaria se dá no meio rural fundamentalmente, onde a presença de antigas tradições e a ausência da tutela ortodoxa lhe permite exercer as suas atividades, se não maléficas [...] ao menos mágicas.[pg 61]
Eu reitero a recomendação para ler o livro por inteiro. O que eu posso ressaltar, em resumo, em relação à Bruxaria, História e a Academia, pode-se concluir que a Bruxaria surgiu e foi formada a partir de crenças que sobreviveram ao Cristianismo ou foram assimiladas por ele, bem como foi construída da "folclorização" do Cristianismo, recebendo influências de diversos sistemas religiosos e magistas, oriundos do Norte da África, da Espanha, da Grécia e do Oriente Médio, o que põem em xeque a teoria que a Bruxaria seja apenas vinculada às crenças "pré-cristãs" e estejam limitadas por uma "tradição cultural íbero-celta".

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Mulheres devem ser 'seu próprio Mandela'

Leymah Gbowee nesta sexta-feira (7) em Nova York (Foto: AP)A liberiana Leymah Gbowee, uma das ganhadoras do Prêmio Nobel da Paz de 2011, disse nesta sexta-feira (7) em Nova York que as mulheres não devem esperar salvadores e precisam ser "seu próprio Mandela e seu próprio Gandhi", em referência à luta destes grandes pacifistas.
"Não esperem por (Nelson) Mandela, não esperem por (Mahatma) Gandhi, não esperem por (Martin Luther) King. Vocês têm que ser seu próprio Mandela, vocês têm que ser seu próprio Gandhi, vocês têm que ser seu próprio King", disse Gbowee em Nova York.
"Vocês conhecem suas questões, vocês conhecem suas preocupações, vocês conhecem suas prioridades e são as melhores porque conhecem as soluções para seus problemas", acrescentou.
Leymah Gbowee nesta sexta-feira (7) em Nova York (Foto: AP)
A militante pacifista que contribuiu para acabar com as guerras civis que devastaram seu país até 2003 -inclusive organizando uma "greve de sexo" em 2002- não ocultou a grande surpresa pelo prêmio recebido nesta sexta-feira.
"É um dia impressionante. Estou feliz porque finalmente a luta das mulheres desfavorecidas afetadas de forma negativa por conflitos veio à tona. Para mim, essa é a beleza desse prêmio", continuou.
Fonte: G1 Mundo [grifo por conta do Fauno]

O imaginário da magia

São poucos os livros de ou sobre o Ofício. Destes, a tônica cai sempre ou na refutação ou na desmistificação do fenômeno, dentro de uma visão tendenciosamente pró-cristianismo ou supostamente acadêmica.
O livro de Francisco Bethencourt é uma grata exceção e, ao contrário dos demais trabalhos, foi o resultado de um trabalho diligente em cima de processos que existiram em Portugal.
Aqui eu colocarei os tópicos que cobrem as crenças e práticas das bruxas.
Práticas
O conhecimento das coisas ocultas: o destino individual, o destino coletivo, o paradeirto de pessoas e bens;
O domínio sobre o corpo: a vulnerabilidade dos corpos, os procedimentos de cura, o controle da natalidade;
O domínio sobre os sentimentos e vontades: a graça, o amor, o aborrecimento, o ligamento, o ódio.
Crenças
A mentalidade mágica: o simbolismo dos ritos, a relação do homem com a totalidade das coisas, a relação do homem com o homem, o papel do "homo magus";
A demonologia: magia natural e magia diabólica, invocação e comunicação com o demônio, o pacto com o demônio, assembléia noturna.
O espaço dos poderes
O mágico e o espaço social: identificação dos mágicos, um poder ao rés-do-chão, a ambiguidade das atitudes, conflitos de instituição;
O mágico e o campo religioso: o mercado dos bens de salvação, a posição do mágico entre os agentes religiosos.
O mago, a bruxa, eram agentes religiosos inseridos na sociedade, mas que tiveram a desventura de enfrentar um sistema regulamentado por um Estado e uma Igreja interessados em resguardar o monopólio das crenças para o Catolicismo.
O livro deve ser lido inteiramente para que possamos compreender como eram, efetivamente, as crenças e práticas das bruxas que, longe das hipóteses delirantes de pseudo-acadêmicos ou dos discrusos de supostos sacerdotes/bruxos, não era única, não era "pura" e nem sempre era pré-cristã.
Da minha parte, ressalto a curiosa prática das bruxas portuguesas em relação ao "sino-saimão". Dito, "signo de Salomão", um hábito gestual com as mãos, para banir/benzer, desenhando uma estrela de seis ou cinco pontas.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Feministas vs Sertanejos

Como se não bastasse a crise econômica na nossa porta, o brasileiro, nos últimos dias, teve que enfrentar uma crise midiática. Trabalho extra para a Patrulha Ideológica do Politicamente Correto.
Como publicitário eu considero pobre o uso do apelo sexual nas campanhas mas, para a lingerie, a linha entre o bom-gosto e a vulgaridade é mais fina e mais frágil.
A Hope (ou melhor, a agência que ela contratou) rasgou essa linha em sua mais recente campanha ao "criativamente" utilizar o maior ícone da moda, Gisele Bundchen, para "ensinar" as mulheres como dar más notícias para seus homens. A reação foi imediata, vinda da Secretaria de Política das Mulheres, que intimou o Conar a suspender o anúncio. A análise simplista é que o comercial reduz a mulher a um mero objeto sexual. O comercial tentou fazer "humor" e quase reeditou a queima dos sutiãs. A realidade é bem outra, na verdade, o papel da Gisele no comercial foi a de mostrar a força e o poder da mulher e da sensualidade. Nós, homens, não temos poder ou defesa alguma e, nesse sentido, o comercial foi feminista.
Outra situação similar foi o mais recente promotor da indigência cultural, do baixo nível, que assola o Brasil. E eu não estou falando de Rafinha Bastos, que tomou um pé-na-bunda da Band. Eu estou falando do Bruno, da dupla sertaneja "Bruno e Marrone", que perdeu a chance de ficar calado. Em um espetáculo nos EUA, Bruno soltou a pérola que a mulher brasileira é piranha. Pior é que as mulheres na platéia ainda riam e aplaudiam o cantor. Se eu fosse mulher e lá estivesse, sairia do teatro, levando comigo meu pai/filho/irmão/marido e faria boicote ao cantor.
O pior é que o cantor é apenas um caso simbólico. No exterior, esta é a fama das brasileiras, indicando que o buraco é mais embaixo. O problema é cultural: na mídia, na arte, no espetáculo existem muitas mulheres que fazem sucesso e riqueza, não pelo seu talento, mas pelo seu corpo e exposição planejada de sua sensualidade. Isso deixando o carnaval e nossas praias de fora da fatura.
Não dá para criticar o cantor pois uma pesquisa recente feita na Terra em Transe mostrou que está havendo um aumento do número de mulheres que tem um relacionamento extra-conjugal. Até aí, nada de mais, direitos iguais, coisa e tal, mas não custa lembrar que vivemos em uma sociedade sexualmente conservadora, repressora e opressora. A indústria da pornografia e da prostituição não são bem sucedidas por mero acaso. E os ditos "relacionamentos alternativos" existem em círculos tão exclusivos e secretos que acabam reforçando o sistema.
As reações e os protestos mostram que queremos mudar e melhorar nossas vidas erótico-afetivas, mas diante da estagnação e da dificuldade do brasileiro em ter a capacidade de mobilização, organização e conscientização política, continuaremos a assistir esses espasmos de dignidade.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Dia da Deusa Fides

Neste dia [1º de outubro], os três Flâmines Maiores (sacerdotes devotados a um Deus em particular), Flamen Dialis (Flâmine de Júpiter), Flamen Martialis (Flâmine de Marte), e Flamen Quirinalis (Flâmine de Quirinus), guiavam uma procissão ao Capitólio, dentro de um carro coberto.
Com os dedos das suas mãos direitas envoltos em tecido branco, realizavam sacrifícios às Divindades Fides e Honos.
O poeta Horácio reforça o valor do pormenor da mão coberta de tecido branco ao descrever a estátua da Deusa: «Rara Fidelidade, a Sua mão atada com pano branco».
Isto corrobora a descrição de Tito Lívio [ «Ab Urbe Condita», 1.21.4 ] do culto de Fides instituído pelo rei Numa Pompilius: «Também instituiu um sacrifício anual à Deusa Fides e mandou que os flâmines fossem para o Seu santuário numa biga coberta, e que executassem o serviço religioso com as suas mãos cobertas até aos dedos, para significar que a Fidelidade deve ser protegida e que o Seu assento é santo mesmo quando está nas mãos direitas dos homens».
Os ritos cerimoniais incluíam a purificação e a comemoração do juramento, sendo depois seguidos de festejos.
Trata-se de um ritual que parece ser da maior importância no contexto religioso da Romanidade, e, em termos do estudo de História das Religiões, tem sido um dos elementos cujo estudo contribui para a promoção da teoria trifuncional de Georges Dumézil, segundo a qual os Romanos, sendo Indo-Europeus, têm uma tríade divina na qual um dos Deuses representa a primeira função indo-europeia, a da soberania, do poder mágico e da justiça (Júpiter), outra das Deidades representa a segunda função indo-europeia, a da guerra (Marte), e a terceira Divindade representa a terceira função indo-europeia, a da fertilidade e da produção (Quirinus).
O detalhe da mão direita oculta é, repete-se, de grande relevância, porquanto evoca a importância da mão no juramento, uma vez que o ritual é realizado em honra precisamente da Fides, que é a Fidelidade, conceito de valor crucial para a generalidade dos povos Indo-Europeus. Não é certamente por acaso que dois dos mais importantes Deuses arianos da Índia, Mitra e Varuna, são respectivamente padroeiros do Contrato e do Juramento.
Na tradição nórdica, na céltica e na romana, há uma figura mitológica (historicizada em Roma) que representa de algum modo a Fidelidade, a Justiça, o Juramento (o Direito) e que não tem uma mão: Tyr, do panteão escandinavo, sacrifica uma das mãos para que o lobo Fenrir, inimigo dos Deuses, possa ser preso; Nuadu, rei dos Tuatha de Dannan, (que são os Deuses irlandeses mais importantes), perdeu um/a braço/mão em combate; Mucius Scaevola, sacrificou uma mão sobre um braseiro para mostrar ao inimigo que não tinha medo de sofrer e que por isso não iria trair Roma.
A respeito de Nuadu, é interessante notar uma coincidência que pode revestir-se de grande valor simbólico: sabendo-se que Nuadu ou Nuada foi por vezes considerado o mesmo que Neit, outro Deus irlandês, menos conhecido, mas mais categoricamente ligado à guerra, e sabendo-se que na Ibéria existiu o culto a um Deus da Guerra Luminoso chamado Neton, torna-se particularmente interessante que no norte da Celtibéria tenha sido encontrada uma inscrição na qual se encontra a palavra «Neitin», junto da qual se encontra o desenho de uma mão, talvez uma mão cortada; e é também valioso lembrar que os Lusitanos cortavam a mão direita aos inimigos vencidos; na Lusitânia, encontrou-se uma inscrição dedicada a Netus e outra a Netoni.
Disse Silius Italicus, em «Punica» 2.484-87, a respeito da Deusa Fides: «Deusa mais antiga do que Júpiter, virtuosa glória de Deuses e de homens, sem a qual não há paz na Terra, nem nos mares, irmã da Iustitia, Fides, silenciosa Divindade no coração dos homens e das mulheres.»
A Fides é pois um dos principais constituintes da identidade romana, bem como de outros povos indo-europeus.
O motivo de este dia Lhe ser consagrado deriva do facto histórico de ter sido num primeiro de Outubro que se dedicou um templo à Fides Publica no monte Capitólio (em 258 a.c./495 a.u.c., ou em 254 a.c./499 a.u.c.). Este santuário era usado em certas ocasiões para reuniões do Senado, e cópias de acordos internacionais eram afixadas nas suas paredes.
O primeiro de Outubro é também consagrado a Juno Sororio e a Ceres.
Autor: Caturo, publicado no Gladius

domingo, 2 de outubro de 2011

BDSM e Paganismo

Em um agradável contato por comentário em meu blog, a Dorei Fobofilica idealizou:
"[...]meu blog é dirigido única e exclusivamente para textos BDSM, não falo nele apenas do que gosto, falo de tudo o que seja relacionado ao BDSM de uma ou outra forma, mas confesso, não saco nada de paganismo e embora saiba que alguns o ligam ao BDSM, não sei como isto procede, por isto não sei ainda como falar, teria que fazer o que sempre faço, porém se voce tiver um bom texto, que seja imparcial e que fale de paganismo da forma como eu proponho, ou seja, ligado ao BDSM e de forma imparcial[...]"
Como bom pagão e interessado no real e efetivo Direito à Liberdade Erótico-Afetiva da Humanidade, logo imaginei de que forma eu poderia realizar este desafio.
Através do oráculo virtual [Google] encontrei este trecho no Wikipédia:
"As origens históricas do BDSM são obscuras. Durante o século 9 AC, flagelação ritual eram feitas em Artemis Orthia, uma das áreas religiosas mais importantes da antiga Esparta, onde o culto de Orthia, uma religião pré-olímpica, era praticada. Aqui a flagelação ritual chamada de diamastigosis acontecia regularmente. Uma das provas gráficas mais antigas das atividades sadomasoquistas é encontrada em um antigo cemitério Etrusco em Tarquinia. Dentro da Tomba della Fustigazione, no fim do século 6 AC , dois homens são retratados flagelando uma mulher com uma vara e uma mão durante uma situação erótica. Outra referência relacionada à flagelação é encontrada no 6º livro das Sátiras do antigo poeta romano Juvenal (século 1ª e 2º DC), referências podem ser encontradas mais tarde no Satiricon de Petronius onde um delinqüente é chicoteado para excitação sexual. Narrativas anedóticas relatam a humanos que voluntariamente são amarrados, flagelados ou chicoteados como uma substituição do sexo como parte das preliminares remontando ao 3º e 4º século."[wikipédia]
Não deve ser novidade aos meus diletos e eventuais leitores a tônica dos meus textos: todo que temos e somos devemos às civilizações da Idade Antiga. Nós colocamos um tempero mais tecnológico, mas a raiz, a fonte, continua sendo as antigas civilizações.
Uma coisa é saber as possíveis origens do BDSM e seu "vinculo" com o Paganismo, mas não custa lembrar que o termo "Paganismo" foi uma forma chula da Igreja e dos Cristãos xingar as religiões antigas.
Eu devo ressaltar que precisamos ir mais devagar com o andor. Há uma tênue diferença entre o que se entende por BDSM nos dias de hoje e os diversos jogos eróticos e as práticas espirituais ou cerimoniais dos antigos.
Devemos separar pelas intenções, pelos motivos e pela importância. As práticas antigas que são interpretadas como sendo semelhantes às atuais práticas de BDSM ora eram acessórias, ora eram principais; ora eram com intenção espiritual, ora era com intenção erótica. No tempo antigo, um servo era realmente um servo, não alguém que voluntariamente se dispunha a fazer tal papel, com regras bem definidas.
A inserção do prazer, do desejo e do sexo como partes integrantes, fundamentais e esperadas de uma doutrina religiosa apareceu junto com o romantismo e o movimento de reconstrucionismo da Idade Moderna que deram forma ao Neopaganismo, ou Paganismo Moderno, um rótulo que eu uso e acho mais apropriado.
Nas muitas formas do Neopaganismo [ou Paganismo Moderno], eu reconheço que apenas a Wicca [ao menos a tradicional] existe tal inserção e preocupação de forma explícita, seja na forma da organização dos grupos [covines], seja nas ferramentas, seja na liturgia.
Por exemplo:
Dominatrix: a alta sacerdotisa tem um papel semelhante ao da dominatrix.
Bondage: ao entrar no círculo pela primeira vez, o neófito será ritualisticamente amarrado e vendado.
Sado-masoquismo: o açoite está entre as ferramentas usadas no círculo wiccano e não é apenas para mera decoração, ele será ativamente usado nas cerimônias de iniciação.
X-rated: ainda é foco de polêmica e até mesmo de confusão, entre neopagãos, bruxos e wiccanos, mas em alguns círculos tradicionais, há a realização do Grande Ritual real entre a alta sacerdotisa e o alto sacerdote.
Diversidade: as religiões neopagãs são bem diversificadas em termos de gêneros, de preferências sexuais, de papéis sexuais, de formas de relacionamentos e até de práticas inconvencionais para comungar com o divino. Trangênero, poliamor, sado-masoquismo, bondage, dominação, shibari, tantra...todas as formas de amor e prazer são os rituais da Deusa, nós dizemos. Em um mundo ainda oprimido e reprimido sexualmente, nós devemos todos ser vistos como um culto satânico de promíscuos filhos do Tinhoso. Nós apenas estamos trazendo ao mundo uma luta pela liberdade e direitos na única área humana em que ainda estamos estagnados, que é nossa vida erótico-afetiva e reprodutiva.
Este é um aporte pessoal, portanto eu peço aos meus diletos e eventuais leitores que não generalizem nem se escandalizem com estas opiniões.